Obina fez três dos cinco gols do Atlético-MG na vitória sobre o Uberlândia, por 5 a 2, neste domingo, no Parque do Sabiá. Quatro dias antes, contra o Juventus, do Acre, pela Copa do Brasil, o atacante já tinha marcado cinco vezes. E, mesmo com oito gols em menos de uma semana, o artilheiro baiano fechou a rodada criticado por Vanderlei Luxemburgo, o técnico do Atlético-MG.
O vilão? Um cartão amarelo, muito bem aplicado, segundo o treinador. “O Obina tem que entender que não tem que ficar só provocando choque, porque aí toma cartão e fica exposto a um segundo. Ele não deu cartão errado. São cinco faltas, se for um zagueiro ou meio-campo você cobra”, ressaltou o treinador, referindo-se ao árbitro Cleisson Veloso Pereira.
Para Luxa, quem merece ser criticado pela advertência é o atacante, não o árbitro. "Da mesma forma que o meio-campo e zagueiro fazem falta repetidas e cobramos amarelo, o Obina não pode fazer falta repetida”, observou Luxemburgo.
Ele admitiu que a advertência aos atacantes por muitas faltas não é prática comum, mas considera que o amarelo recebido pelo artilheiro atleticano foi “merecido”. “Até na hora do jogo achei que ele estava equivocado, mas analisando com calma vi que foi merecido”, salientou.
O atacante Obina não considera que tenha merecido o cartão amarelo. Ele foi advertido ainda no primeiro tempo e, no intervalo, conversou com o árbitro. “Tomei amarelo, não sei porque, mas faz parte do jogo”, comentou o autor de três gols atleticanos.