A defesa do ex-secretário de Comunicação do Distrito Federal Weligton Moraes protocolou nesta sexta-feira um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) para reverter a prisão preventiva do jornalista.
Moraes está no presídio da Papuda, em Brasília, desde o último dia 12, quando se entregou à Polícia Federal em cumprimento à decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que no dia anterior decretou a prisão dele e de outras quatro pessoas, entre elas o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido).
O ex-secretário e os demais presos foram acusados pelo Ministério Público Federal de tentar subornar o jornalista Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do esquema de corrupção no DF. Moraes é suspeito de ser um dos interlocutores de Arruda na tentativa de suborno.
No recurso, a defesa do ex-secretário lembra que, segundo a denúncia, Moraes "teria aumentado a oferta inicial de R$ 2 milhões para R$ 3 milhões para que Edson Sombra alterasse a verdade em seu depoimento à Polícia Federal, assinasse uma declaração e entregasse ao governador documentos e vídeos de interesse dele, para favorecer sua defesa no inquérito".
Mas, segundo a defesa, Sombra não teria confirmado em seu depoimento a proposta feita por Moraes. Os advogados sustentam ausência dos requisitos da prisão preventiva e denunciam que "os fatos apresentados pelo Ministério Público para justificar o encarceramento cautelar confundem-se com o crime pelo qual foi denunciado, situação esta a implicar antecipação de pena".