O terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu neste sábado (27) o Chile e matou 147 pessoas já provocou 55 réplicas fortes em menos de 24 horas, segundo medição do instituto de geologia dos Estados Unidos. Todas foram com magnitude acima de cinco graus, sendo que às 16h (horário de Brasília) um abalo de 6,3 graus atingiu a cidade Valparaíso (a 117 km da capital Santiago).

De acordo com o jornal chileno, La Tercera, não há informações de vítimas das réplicas, mas a luz ainda não foi restabelecidas, assim como o fornecimento de água e o serviço telefônico.

O epicentro do tremor ocorreu a 90 km de Concepción, cidade de 500 mil habitantes, situada a 500 km a sul da capital, Santiago. A ponte da cidade, construída sobre o rio Bio Bio, ficou destruída e cerca de 400 mil pessoas foram atingidas pelo terremoto em todo o país.

No momento do terremoto, que durou cerca de um minuto, os chilenos saíram aterrorizados para as ruas. Devido aos vários tremores secundários que se seguiram, as pessoas preferiram permanecer na rua, temendo abalos mais graves às construções.

Ao menos sete regiões do Chile foram atingidas,no que está sendo chamado de o “pior terremoto dos últimos 20 anos no centro-sul”, segundo o jornal chileno La Terceira.

O presidente eleito do Chile, Sebastiana Piera, que assume o poder no dia 11 de março, estimou que o terremoto representa um "duro golpe" para a população do país, destacando que esta é a pior catástrofe enfrentada pelos chilenos nos últimos 30 anos.

"O Chile deve se unir para estarmos mais preparados para novas catástrofes", destacou Piera, garantindo que seu governo fará o que for necessário para priorizar a reconstrução do país. Em Santiago, muros caíram e prédios foram danificados.

Os voos internacionais com destino a Santiago estão sendo desviados para aeroportos argentinos como o de Mendoca (1.100 km a oeste de Buenos Aires). O tremor também provocou problemas nos transportes rodoviários. Desmoronamentos nos acessos de ambos os lados da cordilheira dos Andes obrigaram o fechamento da passagem Cristo Redentor, principal ligação entre Chile e Argentina, muito utilizada para o transporte de cargas.