A música brasileira é um dos principais produtos culturais de exportação. O samba, o chorinho, a bossa nova e outros tantos ritmos são conhecidos no mundo inteiro e continuam elevando o nome do País à condição de “celeiro” de grandes artistas. Para inserir o espectador nesse cenário, a programação do Cine Sesc 12h30 traz, neste mês de março, as novas e velhas sonoridades da música brasileira.


A ancestralidade e a tendência à evolução da música popular brasileira ficarão evidentes nos 11 documentários sobre músicos, harmonias e estilos brasileiros, que serão exibidos às segundas-feiras de março no Cine Sesc 12h30, no Sesc Poço e Sesc Centro. De Naná Vasconcelos aos tambores de São Luis do Maranhão, os filmes revelam ainda a capacidade do músico brasileiro de se reinventar.


O envelhecer de uma canção ou de um estilo musical específico é diferente de qualquer outra ação do tempo sobre as coisas, inclusive sobre os homens. Obras e estilos surgidos há mais tempo parecem por vezes anunciar outros mais recentes, que por outro lado resgatam canções e harmonias consideradas antigas. É uma relação de influência que poderia interligar por um só fio todos os documentários da programação, mostrando que a música brasileira, no fim das contas, é derivada de uma só raiz.


SERVIÇO

Cine Sesc 12h30 – Novas e Velhas Sonoridades
Dias: 1, 8, 15, 22 e 29 de março
Horário: 12h30
Local: Auditório Maron Emile Abi-Abib/Sesc Poço (Rua Pedro Paulino, 40, Poço) e Teatro Sesc Jofre Soares/Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro)
Entrada franca
Mais informações: 0800 284 2440

 

PROGRAMAÇÃO


Cine Sesc 12h30 (às segundas-feiras) – Março 2010

Novas e Velhas Sonoridades

01/03

Jorjão
(Doc, 18 min, 2005)
Direção: Paulo Tiefenthaler
Classificação: livre
Sinopse: um perfil do diretor de bateria de escolas de samba, Mestre Jorjão. Ele fala da sua relação com os ritmistas, da sua criatividade na hora de criar as famosas “paradinhas”, da polêmica que causou ao introduzir uma batida de funk na bateria da Unidos da Viradouro e de como começou na bateria da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. O filme traz fortes imagens da bateria da Mocidade evoluindo no desfile de carnaval na Avenida Marquês de Sapucaí sob comando do mestre e o depoimento da sua esposa, que esperou 20 anos para casar com ele.


Fuloresta do Samba
(Doc, 26 min, 2005)
Classificação: Livre
Direção: Marcelo Pinheiro
Sinopse: o filme mostra a trajetória do músico pernambucano Siba Veloso que abandonou uma carreira já consolidada em São Paulo para ir morar na pequena Nazaré da Mata, zona da mata norte de Pernambuco, onde formou uma nova banda com músicos tradicionais da região que passaram a experimentar a sensação de serem artistas pop, lotando shows e excursionando pela Europa.

Seu Minervino e a Viola Caipira
(Doc, 14 min, 2004)
Classificação: Livre
Direção: Pedro Dacosta Lyra
Sinopse: Seu Minervino é carpinteiro e mestre na arte de fazer e tocar viola, dividindo seu tempo entre o trabalho da roça e o trabalho de fazedor de instrumentos musicais.
08/03

Diário de Naná
(Doc, 60 min, 2006)
Classificação: Livre
Direção: Paschoal Samora
Sinopse: em 2005, o percussionista Naná Vasconcelos foi convidado para fazer uma viagem pelo Recôncavo Baiano em busca da música do sagrado e do sagrado da música. “Diário de Naná” é um documentário sobre a música e a cultura no Recôncavo Baiano segundo o percussionista Naná Vasconcelos. Ele encontra personagens que usam do ruído (freqüência irregular, instável e inconstante daquilo que é barulho) para produzir música (dando-lhe regularidade, estabilidade e constância); ao mesmo tempo, mergulha na música ligada à religiosidade do Recôncavo

15/03


Hermeto Campeão
(doc, cor, 35 min, 1981)
Classificação: Livre
Direção: Thomas Farkas
Sinopse: Hermeto Pascoal é incontestavelmente um dos maiores músicos brasileiros. O filme evoca a inspiração, a maneira de compor e os pontos de vista de Hermeto Pascoal sobre a fama, o dinheiro e o trabalho. Hermeto Pascoal toca com os sapos e compõe com as abelhas. Os componentes do conjunto fazem um pequeno depoimento sobre o que é trabalhar com Hermeto Pascoal.


Uakti – Oficina Instrumental
(doc, cor, 12 min, 1987)
Classificação: Livre
Direção: Rafael Conde
Sinopse: Uakti - Oficina Instrumental é um documentário sobre o grupo musical Uakti, que cria seus próprios instrumentos a partir de materiais como tubos de PVC, vidro e cabaças, reproduzindo os sons da natureza em estado puro.


22/03

Tom Zé ou quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século?
(doc, cor, 48 min, 2000)
Classificação: 12 anos
Direção: Carla Gallo
Sinopse: Retrato estético do cantor e compositor Tom Zé.

29/03

Batuque na Cozinha
(Doc, 19 min, 2004)
Direção: Anna Azevedo
Classificação: Livre
Sinopse: o filme apresenta as “tias” Eunice, Doca e Surica – pastoras da Velha Guarda da Portela, conhecidas e respeitadas no mundo do samba por comandar tradicionais rodas de fundo de quintal, eventos que remontam ao século 19, quando baianas da Praça XI, como Tia Ciata, abriam seus quintais para batucadas, umbigadas, capoeira e samba. “O samba nasceu e cresceu no quintal dessas tias”, afirma Tia Eunice.


Nelson Sargento
(Doc, 22 min, 1997)
Direção: Estevão Ciavatta
Classificação: Livre
Sinopse: retrato biográfico do sambista Nelson Sargento durante uma visita ao Morro da Mangueira, Rio de Janeiro.

São Luis Dorme ao Som dos Tambores
(Doc, cor, 25 min, 2007)
Direção: Sérgio Sanz
Classificação: Livre
Sinopse: O filme apresenta as relações do batuque dos tambores, sejam de expressões como o Tambor-de-crioula ou o Bumba-meu-boi maranhense, com a cidade de São Luís e o cotidiano de seus habitantes. Por meio de depoimentos, são apresentadas questões, como seus aspetos religiosos e profanos, e a aceitação social e o preconceito das elites em relação a essas expressões, atualmente em processo de registro como Patrimônio Imaterial do Brasil.


Folia no Morro
(Doc, cor, 25 min, 2007)
Direção: Arthur Omar
Classificação: Livre
Sinopse: O filme acompanha a Folia de Reis no Morro de Santa Marta, bairro de Botafogo,ao longo de 13 anos (de 1995 a 2008), mostrando as suas variações e a permanência do seu imaginário. Investigação essencialmente audiovisual e sensorial sobre o arquétipo da Folia e a sua função na comunidade de uma favela do Rio de Janeiro, transforma o espectador num participante da Folia. Através da montagem cinematográfica e do ritmo coreográfico da linguagem, recria a experiência do Sagrado, conduzida pelo Mestre José Diniz. Destaque para a atuação do grande palhaço Ronaldo Silva, artista dramático popular.