Oitenta e quatro dias de “exílio”, e o torcedor do Coritiba já tem uma data para voltar ao Couto Pereira. No dia 28 de fevereiro, contra o Nacional, o Alviverde voltará a atuar no gramado do Alto da Glória, pondo fim a uma longa espera. A informação foi confirmada na tarde desta sexta-feira, quando o presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Virgilio Val, despachou favoravelmente à liberação do reduto coxa-branca.
A diretoria do clube ainda aguarda o despacho oficial do dirigente para publicá-lo em seu site oficial, mas o vice-presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade, lamentou que a decisão só tenha chegado um dia depois da homologação do clássico contra o Paraná, jogo que será realizado no Gigante do Itiberê, em Paranaguá. O Estatuto do Torcedor determina a definição de horário e local de jogo 72 horas antes, o que impede qualquer alteração neste momento.
- Não tem o que comentar. A informação que recebi é que o doutor Virgilio estava fora do Rio de Janeiro e só chegou hoje. Ele analisou e nos deu o despacho favorável. Este fato em si cada um que interprete da sua maneira. É difícil para nós. Somos pequenos no futebol paranaense no sentido de visão, e não como instituição, então acho que a federação poderia ter usado dos seus poderes, seja por opção ou covardia - disse Andrade, por telefone.
O Couto Pereira estava interditado por conta das cenas de barbárie protagonizadas pela torcida na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, quando o time empatou com o Fluminense em 1 a 1, resultado que rebaixou o Coxa para a Série B e livrou o time carioca.
O Coritiba deverá divulgar nos próximos dias uma iniciativa para o retorno da torcida ao Couto Pereira, com a intenção de lotar o estádio diante do Nacional. Enquanto aguarda a volta para atuar no Campeonato Paranaense e na Copa do Brasil em seu reduto, o Coxa segue aguardando a confirmação do julgamento do recurso no STJD (provavelmente para uma das próximas reuniões do Pleno, dia 25 de fevereiro ou 4 de março) para tentar reduzir a pena de 30 mandos e a multa de R$ 610 mil.
- Temos plena convicção na redução da pena, o código mudou e não permite uma pena além dos dez mandos - finalizou o dirigente.
Com a liberação do Couto junto à Federação Paranaense de Futebol (FPF) desde janeiro e pela CBF antes do Carnaval, o Coxa esperava receber o aval do STJD até a última quinta, o que acabou não se concretizando.