O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que hoje o Brasil é respeitado pela comunidade internacional e pelos grandes grupos como o G8, G20, G13. "Cria um G novo que o Brasil vai estar dentro. Não tem um País mais preparado para encontrar um ponto G do que o Brasil", disse o presidente durante a inauguração da barragem João Leite, em Goiânia.

Durante o seu discurso, que durou cerca de 40 minutos, Lula afirmou que a lei de licitações deveria ser modificada para permitir uma maior rapidez na conclusão das obras. Entretanto, este é um passo que somente poderá ser dado na próxima gestão federal. "Não quero, de forma alguma, diminuir as exigências da Lei de Licitação", afirmou.

Para exemplificar, o presidente afirmou que as obras de um túnel da BR-101 no Sul do País precisaram ficar seis meses paradas em razão de um anfíbio que foi encontrado no local. Segundo Lula, haviam suspeitas de que o animal poderia pertencer a uma espécie em extinção. Somente após meio ano é que se foi descobrir que o anfíbio não corria o risco de desaparecer. "Graças a Deus, porque uma perereca não pode se extinguir nunca", disse.

Segundo Lula, o último presidente que realmente fez obras no Brasil foi Ernesto Geisel, que governou o País de 15 de março de 1974 até 15 de março de 1979, durante a ditadura militar. "O único erro foi que fez as obras sem dinheiro, precisou pegar emprestado com outros países. A partir de Figueiredo, o que os governos fizeram foi pagar dívidas", disse

Lula afirmou que foi um presidente que auxiliou todos os governos, independente de o governador pertencer a um partido aliado ou da oposição. Para isso, usou como exemplo três Estados brasileiros que são governados pelo PSDB. "Pode perguntar para o governo de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, se faltou recursos. Nunca deixamos ajudar governo, porque não é assim que alguém que tem decência, que tem noção republicana governa um País", disse.