A precária união que chancelou a reeleição de Michel Temer (SP) estremeceu por causa da disputa pela vice-presidência da legenda. É que o posto se reveste de particular importância, uma vez que Temer tem grandes chances de se licenciar do cargo em junho, entregando o comando para o substituto, seja para ser vice de Dilma, seja para continuar à frente da presidência da Câmara.

O deputado Eunício Oliveira a duras penas foi convencido a não disputar o posto. O ensaio de crise no círculo mais próximo a Temer foi abortado quando o próprio presidente ameaçou desistir de se candidatar para evitar o conflito. A condição imposta pelo PMDB do senado para apoiar Temer foi ficar com a vice.

Com a desistência a contragosto de Eunício, o nome engatilhado para a vice de Temer seria o do senador Romero Jucá, do agrado de Lula, não fosse pela franca oposição do senador Renan Calheiros.

O senador indicou para o posto estratégico seu fiel aliado, o senador Valdir Raupp (RO).

Raupp na vice, é Renan e seu grupo no comando do maior partido do país e mais importante integrante da coligação de partidos que apoiará um futuro governo do PT. Foi o acordo possível para fazer de Temer o presidente da legenda pela quarta vez consecutiva.

A deputada Íris Araújo (GO) foi indicada para a segunda-vice presidência do partido enquanto que o senador Romero Jucá (RR) ficou com a terceira vice-presidência.

O deputado Mauro Lopes segue na Secretaria Geral, e Eunício Oliveira (CE ) assume a tesouraria do partido, posto ocupado formalmente por sua mulher até então.