Um dos benefícios da Prefeitura de São Paulo em casos emergenciais, como incêndio e enchentes, é o aluguel social. Nele, uma verba de R$ 1.800 é dada à família para pagar o aluguel de um imóvel durante seis meses. Alguns moradores que deixam a região do Jardim Romano, área alagada na Zona Leste de São Paulo, recebem o valor.
A Prefeitura cadastrou, até quinta-feira (28), 4.655 famílias da região do Jardim Romano, sendo que 1.311 optaram por receber o aluguel social. Dessas, 929 já começaram a receber o benefício, segundo dados da Secretaria Municipal de Habitação. O pedreiro Sílvio Antônio Varotto, de 41 anos, é um dos que aceitaram o aluguel social.
Ele pegou o cheque no dia 11 de janeiro, mas até agora não conseguiu encontrar uma casa para a família. Segundo Varotto, a procura está grande na região. O pedreiro chegou a encontrar um imóvel, só que o negócio não foi concretizado. “Peguei o cheque, descontei, fui levar o dinheiro para o dono da casa e ele disse que ela já estava alugada. Não acho [um imóvel] porque a procura está grande”, afirmou.
Varotto reclama que o valor oferecido é insuficiente para conseguir uma casa equivalente à que vive. “Uma casa de três cômodos é de R$ 550, R$ 600 para cima, não acha por menos do que isso”, diz.
Confira como funciona o benefício, segundo informações da Prefeitura:
O que é o aluguel social?
O aluguel social, também conhecido como auxílio-aluguel, é uma verba emergencial, usada no atendimento em situações de incêndio e enchente, por exemplo. Ele serve para auxiliar no aluguel de moradia durante o período em que a família aguarda o atendimento definitivo em uma unidade habitacional.
Qual o valor do benefício?
Inicialmente, é pago o aluguel de seis meses (R$ 1.800). No caso das famílias atingidas pela enchente na várzea do Rio Tietê, na Zona Leste de São Paulo, foi adicionado um suporte para a mudança no valor de R$ 200.
Por quanto tempo o benefício é válido?
Segundo a Prefeitura, o aluguel é prorrogado após os seis primeiros meses por mais 12 meses, e assim sucessivamente, até que o morador consiga a solução definitiva.
Com a mudança de gestão, o benefício é cancelado?
O "Compromisso Habitacional" firmado entre a Secretaria Municipal de Habitação e o morador é um documento de fé pública, portanto, não vinculado a gestões, mas sim à responsabilidade pública.
É preciso comprovar que o dinheiro está sendo gasto com aluguel?
Não necessariamente. Porém, obrigatoriamente, o morador tem de deixar o endereço para onde vai mudar, para que possa ser convocado para as reuniões periódicas que a equipe realiza com os moradores, para acompanhar o andamento do projeto para a área.
Quantas famílias do município recebem o benefício atualmente?
De janeiro a dezembro de 2009, foram 12.096 atendimentos com aluguel social, para 8.535 famílias.