Já está nas mãos do governo estadual um estudo que mostra que a implantação do PCC dos funcionários da Assembleia Legislativa custaria apenas R$ 4 milhões, ou 20% do que é gasto anualmente com a folha dos efetivos, que é de R$ 44,2milhões.
Com este fato o argumento da Mesa Diretora de que o aumento do duodécimo de R$ 113 milhões para R$ 134 milhões seria para a implantação do PCC não se justificaria, pois ninguém sabe como são gastos os outros R$ 82 milhões.
Mesmo com estes dados dificilmente o governo deixará de conceder o aumento exigido pelos deputados, pois os próprios parlamentares deverão o fazer por emendas e estão dispostos a fazer todo o trâmite de enviar o novo orçamento ao governo, esperar o veto de Téo e depois derrubar o veto.
O problema para Téo e que toda esta demora para a votação do orçamento inviabilizaria o governo em um ano crucial de eleição, e os deputados sabem e jogam com isto.
O deputado Carlos Cavalcante (PT do B), relator da matéria, anunciou que deverá concluir seu parecer até o próximo dia 9 de fevereiro, podendo o texto final ser votado pela Comissão até mesmo antes desse prazo, ou seja, dependendo de uma sinalização do governo.
