O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), vice-presidente do Senado, disse que tem provas convincentes contra a acusação de ter comprado apoio político para se eleger em 2006. Por meio de notas no microblog Twitter, Perillo afirma que o inquérito que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) é inconsistente e está sob segredo de justiça. O senador atribui o vazamento a adversários políticos de Goiânia e Brasília.
“Se o Ministério Público tivesse me dado a oportunidade de manifestação no contraditório, o assunto já teria sido esclarecido. Estou aguardando a notificação da Justiça para apresentar a minha resposta e as provas, todas absolutamente convincentes. Posso garantir: não há rigorosamente nada de errado na minha conduta como cidadão e homem público”, disse.
Uma reportagem do jornal “O Estado de São Paulo” publicada hoje afirma que gravações em poder do STF apontam um esquema em que vereadores e deputados federais e estaduais de Goiás teriam recebido dinheiro para apoiar a campanha de Perillo em 2006.
O inquérito no STF foi aberto para apurar suposto caixa 2 e denúncias de uso da máquina pública durante a eleição.
“A matéria publicada hoje no Estadão é café requentado. Não traz nada de novo. Reproduz matéria veiculada na revista Época há três anos. Estranho que a matéria do Estadão não traga o nome do governador Alcides Rodrigues, que também responde pela mesma acusação no processo”, disse no microblog.
O senador tucano garante que declarou no imposto de renda todos os empréstimos que efetuou para a campanha de 2006 e nega que tenha utilizado a máquina pública depois de deixar o cargo de governador de Goiás para concorrer ao Senado.
“Não houve utilização de aeronaves públicas e os seguranças estavam de licença ou de férias. O material levantado pelo MP refere-se ao 2º turno das eleições de 2006, quando eu já havia sido eleito senador e as minhas contas fechadas”, disse.