A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Fórum Mundial de Davos foi cancelada na madrugada desta quinta-feira. Segundo a presidência da República, Lula foi internado às pressas no Hospital Português, em Recife , com crise hipertensiva após ter relatado que sentiu durante o dia "incomodo no peito". Nesta manhã, ele deve seguir para São Paulo para uma nova bateria de exames.

O presidente foi internado no final da noite desta quarta-feira, quando já se encontrava na Base Aérea de Recife, onde embarcaria para Davos, na Suíça, a fim de participar do Fórum Econômico Mundial . A ordem de internação foi do médico do Planalto, Cleber Ferreira, que ainda à bordo do avião, tirou a pressão do presidente e verificou que ele estava um pouco gripado. Como a pressão estava alterada, considerou que o presidente não tinha condições de viajar.

Crise hipertensiva

Segundo o médico, Lula teve uma crise hipertensiva, decorrente do estresse provocado pelo cansaço e pela agenda agitada dos últimos dias. A pressão do presidente chegou a 18 por 12. Ele foi medicado com diuréticos e a pressão normalizada por volta das 2h30. Lula foi submetido a uma bateria de exames e, segundo, Cleber Ferreria, "o estado geral do presidente é bom".

O médico disse também que o que ocorreu é uma crise esporádica e que o presidente tem uma boa saúde. Lula passa a noite no hospital em Recife e pela manhã deve seguir para São Paulo. De acordo com o ministro da Comunicação, Franklin Martins, toda a agenda foi cancelada.

Em Davos, Lula receberia o prêmio Estadista Global . Esta é a primeira edição da homenagem, criada para marcar o aniversário de 40 anos do Fórum. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi designado para representar Lula. Meirelles embarcou nesta madrugada para a Suíça.

Indisposição
De acordo com o médico, o presidente passou a quarta-feira indisposto, mostrando sinais de cansaço, queixou-se de dor na garganta e dor no peito. Ele chegou a alegar esses motivos para não conversar com os jornalistas em Pernambuco.

Lula participou de eventos ao lado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidencia. Em um dos eventos, a inauguração de uma unidade médica, fazia muito calor, de acordo com relatos da imprensa de Recife. Mesmo assim, durante um evento em Paulista, a 20 quilômetros de Recife, voltou a criticar seus adversários. Segundo ele, muitos políticos brasileiros "deviam ter na testa aquele prazo de vencimento".

Á noite, Lula e a comitiva de ministros jantaram com o governador Eduardo Campos (PSB), no Palácio do Campo das Princesas.