O jogo Coruripe e Ipanema corria bem até os 36min do segundo tempo, momento em que começou uma confusão entre os jogadores, que logo se estendeu ao árbitro Francisco Carlos. Edson Di recebeu bola pela ponta direita e, ao tentar dominar, foi agredido pelo zagueiro Márcio Pereira, do Ipanema.

O árbitro Francisco Carlos hesitou em mostrar cartão vermelho, aplicando apenas um amarelo, o que gerou protestos dos jogadores do Coruripe, que teve dois jogadores expulsos: o atacante Edson Di e o zagueiro Diguinho.

Perguntado sobre o que teria ocasionado as expulsões dos dois atletas do Hulk, já que a torcida alegava não haver motivos, o árbitro Francisco Carlos revelou: “Edson foi expulso por ter agredido Márcio Pereira com um chute após ter sofrido a falta, enquanto Diguinho, após a expulsão do companheiro, começou a dirigir a mim palavras de baixo calão. Eu o adverti com cartão amarelo, momento em que, indignado, ele me chamou de rato, o que me obrigou a expulsá-lo”.

Procurado, Diguinho negou a versão apresentada pelo árbitro e alegou que tudo não passou de um lapso. “Eu apenas perguntei se ele estava, com a expulsão do (Edson) Di, querendo igualar o número de atletas das duas equipes e ele me deu amarelo. Nesse momento eu argumentei que ele estava errado, mas ele acabou entendendo que o teria chamado de rato, o que não procede, afinal ele é um árbitro de elite, mas até os árbitros de elite cometem erros, e foi o que aconteceu”, defendeu-se Diguinho.

Após a confusão e com o Coruripe tendo um jogador a menos, o Ipanema ainda marcou mais uma vez, de pênalti, aos 44min, quando Bimba fez seu terceiro gol e deu números finais à partida: Coruripe 5 X 3 Ipanema.

Nova confusão

Após o apito final do árbitro, um dirigente do Ipanema, identificado como Ronaldo Santos, se deslocou em direção a Francisco Carlos, desferindo agressão verbal de forma constante. O Árbitro tentou alertá-lo de que se não parasse o xingamento solicitaria sua prisão. Depois de tanto avisar e não obter êxito, Francisco Carlos solicitou a prisão do agressor, que foi levado por policiais militares a uma viatura, porém, como não houve nenhum tipo de representação contra o acusado, por parte do árbitro da partida, Ronaldo Santos foi libertado.

Francisco Carlos relatou que o agressor já cumpre suspensão de 360 dias, mas não apontou o motivo. “Ele nem deveria ter entrado em campo”, destacou o árbitro