Parlamentares governistas da Câmara do Distrito Federal permanecem no plenário na tarde desta quarta-feira (27) enquanto líderes tentam encontrar brecha no regimento interno da Casa para reabrir a sessão encerrada pelo presidente em exercício, deputado Cabo Patrício (PT).

Na sessão desta terça, os deputados escolheriam o novo presidente da Casa, mas Patrício decidiu adiar a eleição para terça-feira (2). O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) criticou a decisão do colega. O tucano afirmou que a decisão do petista foi “unilateral” e o adiamento atrasa ainda mais os processos de investigação contra o governador José Roberto Arruda (sem partido).

Toda a opinião pública clama pela celeridade e ele atrasa ainda mais. Foi uma decisão no mínimo estapafúrdia do presidente.

Na ausência de Patrício, Raimundo Ribeiro seria responsável por conduzir a sessão. Juntamente com integrantes da base, ele tenta reabrir a sessão para a Casa decidir ainda hoje o nome do novo chefe da Câmara.

A denúncia de que parlamentares da base teriam recebido R$ 4 milhões para votar contra o impeachment de Arruda foi o estopim para o encerramento da sessão.

A Casa reuniu nesta quarta-feira “mais de 24 parlamentares”. Até mesmo os suplentes convocados estavam no plenário para acompanhar a sessão que indicaria o novo presidente da Câmara.

Parlamentares que evitavam comparecer ao trabalho depois de flagrados em gravações de vídeo no escândalo de corrupção no Distrito Federal também apareceram hoje.

O deputado Brunelli (PSC), que aparece puxando oração durante encontro para distribuição de propina, e o ex-presidente da Câmara Leonardo Prudente (sem partido) acompanharam o início da sessão.

O clima entre os suplentes já parecia pesado. O suplente de Aylton Gomes (PR), Olair Francisco (PTdoB), passou boa parte da sessão segurando um terço. Francisco prometeu atuar com isenção no processo de impeachment do governador.