Devido ao agravamento da situação dos funcionários públicos de Palmeira dos Índios, face ao adiamento constante de pagamento dos salários atrasados, da indefinição quanto ao plano de cargos e carreira, os servidores do município decidiram em assembléia da categoria dar um ultimatum ao prefeito James Ribeiro: se até a próxima quarta-feira, não for apresentado um plano para a solução dos problemas, a classe entrará em greve geral, paralisando todos os setores administrativos.

A informação é do presidente do Sindpam, Éder Targino após a realização de nova assembléia sábado pela manhã quando foi dado o aviso e o prazo para o prefeito organizar um plano que atenda às graves necessidades dos servidores. Nesta quinta-feira,28, pela manhã, na sede do sindicato dos trabalhadores rurais, na Rua Miguel Teixeira (perto do supermercado Unicompra), os servidores estarão novamente reunidos. Segundo Éder, se os funcionários forem novamente frustrados pelas constantes negativas do prefeito, sairão em passeata ainda pela manhã pelo centro da cidade até à prefeitura para uma ultima tentativa de diálogo ou o começo do movimento paredista.

Enrolação

De acordo com Eder Targino as relações do prefeito James Ribeiro com os servidores públicos, mediada pelo Sindpam, até agora tem sido de indiferença e desprestígio. Logo no começo da nossa gestão no sindicato iniciamos os entendimentos para tentar uma solução planejada para os graves problemas dos servidores . Desde ai até agora não conseguimos avançar – diz. Éder Targino está negociando uma agenda que inclui os três pontos mais graves dos servidores: l. O pagamento dos 22 meses de salários atrasados. 11 desses ainda são do prefeito Helenildo Ribeiro, pai do atual prefeito. Outros 11 são da gestão da prefeita Mazé. (muitos funcionários até hoje sofrem conseqüências da crise que o atraso desses salários provocou) 2. Plano de cargos e carreiras para todos os servidores já que agora só os da saúde e da educação tem. 3. Pagamento de insalubridade e periculosidade de que atualmente nem mesmo os garis recebem. 4. Pagamento do salário de dezembro de 2008 pelo qual o prefeito ficou responsável junto ao próprio Ministério Público.

Mesmo diante de tal gravidade, Eder Targino diz que em nenhum momento o prefeito tomou a peito resolvê-los objetivamente um a um. As respostas são evasivas ou pouco praticas. James Ribeiro teria rejeitado até mesmo a idéia do sindicato de que os 22 meses poderiam ser pagos parceladamente l mês junto com o salário de cada mês, que tem a vantagem de desonerar o município de pagar pela justiça um montante muito maior e de uma só vez. Outra coisa de que os funcionários se queixam é de que o prefeito não mostra consideração pela categoria quando comparece às reuniões da classe. Nessas oportunidades, em lugar de demorar-se objetivamente em cada questão, ele prefere antecipar a saída e deixa os presentes “a ver navios”. Desta vez – Eder Targino declara – esperamos que ele respeite o drama dos servidores sem os quais ele nada pode fazer. Toda a classe está unida. Contamos com reforço da CUT, Sinteal, Sindiprev e Conselho Tutelar e temos certeza que veremos reconhecidos os nossos direitos.