O Diário Oficial do Estado desta sexta-feira publicou a determinação do juiz André Granja, que definiu o dia 08 de fevereiro, na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, como a data da oitiva entre o deputado estadual Gilvan Barros (PSDB) e representantes do seu antigo partido, o PMN.
A ação está relacionada à saída conturbada de Gilvan Barros do partido, ocorrida em setembro do ano passado. Na ocasião, o parlamentar e mais o deputado Arthur Lira (PP) dispararam contra o deputado federal e líder do PMN em Alagoas, Francisco Tenório.
Além da definição data da oitiva, o TRE deferiu a correção de uma testemunha no caso: Karina Andrea de Luna Gomes por Edney Soares. O magistrado afirmou que tal alteração não acarretará prejuízo para celeridade processual, bem como não causará surpresa. O Tribunal ainda determinou a expedição da carta precatória, com a finalidade de que seja realizada a oitiva da testemunha Antônio Carlos de Oliveira Ferro.
Na época, em entrevista ao Cadaminuto, Barros explicou que entrou com a ação de explicação para se antecipar ao presidente do PMN. Ele ainda informou que decidiu sair do partido mesmo sabendo dos riscos e ainda, que preferiria perder o mandato a se submeter às exigências de Tenório.
“Não preciso dizer o que ele fez pra eu querer sair, todos os demais deputados que participaram de uma reunião, enquanto eu estava viajando e nem fui comunicado, sabem. Mas, eu tomei conhecimento pelos outros e só vou citar isso durante minha defesa no processo. Desconfiei do pedido de cassação, porque mais quatro pessoas pediram a desfiliação e ele só perseguiu duas. Acredito A intenção é colocar um laranja e seu irmão na minha vaga e na do Artur Lira. Meus motivos permitiram que eu saísse sem perder o mandato”, falou o parlamentar.
