Setenta funcionários da ONU morreram no terremoto que devastou o Haiti há dez dias e 146 continuam desaparecidos, anunciou nesta sexta-feira um porta-voz da organização, Farhan Haq.
- Até o momento há 70 mortos confirmados e 146 desaparecidos.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, embarca na noite desta sexta-feira (22) para o Haiti, onde se encontrará com o presidente René Préval, o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive e a chanceler Michèle-Marie Rey.
O Itamaraty informou que o encontro acontece neste sábado, na sede provisória do governo haitiano – o palácio presidencial foi destruído pelo terremoto mais violento em 200 anos a atingir o país.
Durante a visita, Amorim fará ainda um sobrevoo pela capital haitiana, destruída pelo tremor de sete graus na escala Richter.
Está prevista também uma visita ao Centro Cultural Brasil, onde funciona provisoriamente a Embaixada do Brasil em Porto Príncipe. A sede da missão brasileira na capital do Haiti também foi destruída pelo terremoto.
O ministério informou também que Amorim tem encontro previsto com o comandante militar da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), general Floriano Peixoto. O ministro pretende visitar também os comandantes dos batalhões brasileiros no Haiti e funcionários brasileiros de organizações internacionais. O Brasil está à frente da missão, que tem ao todo 7.000 homens.
A ONU aprovou nesta semana o envio de mais 3.500 homens para reforçar esse contingente. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na última quarta-feira que enviou à Comissão Representativa do Congresso Nacional um pedido de aprovação para envio de mais 1.300 militares para integrar a missão.
Desse total, 900 seriam empregados imediatamente e 400 ficariam na reserva. Se aceita, a requisição deve fazer dobrar o efetivo brasileiro no país.