A população de Campinhas, a 93 km de São Paulo, ganhou um aliado na luta contra a dengue. É uma armadilha constituída por um pote que concentra calor e atrai mais facilmente os mosquitos. Dentro, há água com larvicida para evitar a proliferação das larvas e um pedaço de madeira áspera para que os ovos sejam depositados, exatamente como o aedes aegypt, o mosquito transmissor da dengue, prefere. A fixação é feita em locais protegidos, a uma altura de 1,5 m

Segundo Ítalo César Ferreira, ajudante de controle ambiental, esta é a altura em que o inseto voa geralmente e, por isso, as armadilhas não devem ser mexidas. As armadilhas são simples, baratas e reproduzem o ambiente ideal para a proliferação do mosquito da dengue. Elas foram colocadas em pontos estratégicos, como postos de saúde e uma casa por quarteirão.

As armadilhas são monitoradas uma vez por semana. A água é reposta e a paleta encaminhada para análise no laboratório. Se forem encontrados ovos nela, significa que há fêmeas do aedes aegypt grávidas colocando ovos em outros criadouros em um raio de 100 metros da casa e se, estiverem infectadas, estão transmitindo a dengue para os moradores.

O método colocado em prática em Campinas serve para saber onde o mosquito está se proliferando e qual é o ritmo da infestação. Informações que tornam mais eficientes e baratas as ações de combate.

No projeto, que ainda é piloto, foram monitoradas 250 armadilhas em seis bairros da cidade. Em quatro meses, foram registrados 16 mil ovos do aeds aegypt. Com o monitoramento, houve uma redução de até 80% nos focos do mosquito.