O que foi dito na segunda ao Cadaminuto por um assessor parlamentar foi confirmado ontem por integrantes do governo de Téo, a Assembléia quer sim aumento no duodécimo, e disse que só vai votar a peça orçamentária se o valor passar dos R$ 113 milhões atuais para pelo menos R$ 130 milhões.
O pleito irritou profundamente os integrantes do PSDB, pois foi levado ao palácio por dois governistas, Fernando Toledo,o presidente da Casa, e Alberto Sexta,líder do governo, ambos do partido do governador. Segundo a leitura de um assessor de Téo, não está havendo o esforço necessário destas duas peças na defesa dos interesses do governo no Poder Legislativo.
O outro deputado do PSDB, Rui Palmeira, decidiu reclamar e se mostrou irritado por não ter sido avisado por Toledo, que é domesmo partido que ele do adiamento da votação. “É lamentável, mas a gestão pública de Alagoas corre risco de travar, pois o estado precisa ter seu Orçamento definido para poder trabalhar dentro da Lei e da eficácia necessária”
Rui se disse ainda indignado com a possibilidade de aumento no duodécimo da Assembléia. “O duodécimo não precisa ser reajustado. Nem o PCC dos funcionários foi pago na íntegra. A Assembleia não construiu prédio, não contratou servidor mediante concurso, não se modernizou, tem uma péssima infra-estrutura. O duodécimo deveria diminuir, e não aumentar, como indicam estudos feitos no passado pelo próprio governo” salientou o deputador
O deputado Paulão, que faz oposição a Téo, disse em entrevista recente ao Cadaminuto que considera um absurdo um novo aumento no duodécimo e usou os mesmos argumentos de Rui para justificar seus argumentos.
“Não houve concurso, nem construção de prédios e o valor do duodécimo praticamente dobrou nos últimos dez anos, sou contra o aumento” disse ele.
Mas esta posição adotada por Paulão, Rui e Judson Cabral não é maioria, e o governo já se prepara para uma nova quebra de braço.
