Após o fracasso da parceria com a ISL, no início da década, o Grêmio passou a viver em um constante aperto financeiro. Os altos investimentos e a bancarrota da empresa deixaram o Tricolor com uma dívida imensa para quitar. Desde então, os presidentes tentam rearquitetar o fluxo de caixa do clube. Para conseguir recursos para contratações os dirigentes suam. Tentando garantir a permanência de Maxi López no fim de 2009, a direção achou um investidor disposto a ajudar a pagar 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 3,7 milhões) para ficar com o argentino.
O valor acordado em contrato foi depositado em juízo, mas Maxi, pensando em atuar no futebol europeu, não aceitou recebê-lo, frustrando dirigentes e torcedores. A situação seria simples não fosse o passado financeiro gremista.
A má gestão do clube durante a parceria com a ISL criou uma imensa lista de credores. Entre eles o zagueiro Anderson Polga, pentacampeão mundial em 2002, atualmente no Sporting, de Portugal. O Grêmio deve cerca de R$ 1 milhão para o jogador.
Ainda em dezembro, após o Banco Central verificar uma movimentação de R$ 3,7 milhões, o advogado de Polga, Carlos Dahlem da Rosa, bloqueou em torno de R$ 600 mil. Agora, da Rosa entrou com novo pedido, desta vez referente aos valores que seriam destinados à contratação de Maxi López. "Quando o Grêmio optou pelo depósito, sabia dos riscos que estava correndo", afirma o presidente Duda Kroeff em entrevista ao jornal Correio do Povo.
A decisão foi dada em caráter liminar para quitar o restante da dívida. Em relação a esta ação, a direção se mostra pouco preocupada, pois os cerca de R$ 300 mil a serem pagos são um valor pequeno em relação ao dinheiro depositado. Porém, o medo é que este tipo de ação jurídica seja adotada por outros ex-atletas do clube.