Parentes e amigos de Zilda Arns participam, na tarde deste sábado (16) de uma missa de corpo presente no Palácio das Araucárias, sede provisória do governo do Paraná.

 

O corpo de Zilda Arns será sepultado ainda neste sábado no Cemitério da Água Verde.

 

O velório foi encerrado às 13h30. Milhares de pessoas se despediram da médica sanitarista e coordenadora internacional da Pastoral da Criança durante a sexta-feira (15) e a madrugada de sábado. Muitos fizeram o trajeto rezando em voz alta, formando um coro de oração. A médica morreu durante o terremoto no Haiti, após ser atingida por escombros quando fazia uma palestra, na terça-feira (12).

 

Cerca de 300 pessoas aguardam o fim da missa para acompanhar o enterro, segundo a Polícia Militar.
A missa é celebrada por Dom Geraldo Lírio, presidente da CNBB. Cerca de 150 padres devem participar e a previsão é a de que a cerimônia dure pelo menos uma hora.

 

Em seguida, o corpo será colocado em um carro do Corpo de Bombeiros e levado, em cortejo, até o cemitério da Água Verde. Zilda Arns será sepultada, segundo o senador Flávio Arns (PSDB-PR) ao lado do marido dela, Dionísio Neumann.

 

Na noite de sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, segundo a Pastoral da Criança, que vai pedir o prêmio Nobel da Paz \'pós-mortem\' para a Zilda Arns. Ele anunciou também que vai criar um prêmio nacional com o nome dela para premiar pessoas envolvidas com ações de segurança alimentar no país.

O presidente esteve reunido com a família de Zilda por cerca de 45 minutos, quando prestou condolências. Depois, conversou reservadamente com o governador do Paraná Roberto Requião. Ele esteve acompanhado pelos ministros Dilma Roussef e Alexandre Padilha, além dos senadores Suplicy e Ideli Salvatti.
 

"Eu disse à família que todos vão chorar pelo que aconteceu, mas o que a Zilda pregou durante a vida dela, eu espero que tenha ficado gravado na mente das pessoas. E que todos nós sejamos mais solidários", afirmou o presidente.

 

Para Lula, a médica brasileira transformou sua vida em uma luta constante pela qualidade de vida de idosos, crianças e pessoas carentes. “Se fechássemos os olhos e imaginássemos uma pessoa, a Zilda seria um exemplo muito grande para o mundo e para o Brasil. Ela morreu no momento mais sagrado da vida dela, que era a visita aos pobres pelo mundo”, afirmou o presidente.