O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu novamente nesta sexta-feira um minuto de silêncio em memória dos brasileiros que morreram no terremoto que destruiu o Haiti. Ao encerrar seu discurso durante o lançamento das obras da refinaria Premium 1, em Bacabeira (MA), Lula disse que iria terminar sua fala sem festa.
Após fazer um breve relato da situação no Haiti, o presidente lembrou da médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e dos 14 militares brasileiros que morreram durante o terremoto.
"São 14 heróis brasileiros que estavam lá em nome da nossa pátria ajudando o povo do Haiti. [...] E a nossa querida Zilda Arns, uma mulher exemplar na luta pela solidariedade que também morreu. Então, eu queria pedir um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do Haiti e aos brasileiros mortos no Haiti", disse.
Depois de prestar homenagem "aos mortos no Haiti", Lula pediu uma salva de palmas aos "vivos do Haiti, que estão precisando do mundo todo".
Na quarta-feira, após confirmar a morte de Zilda Arns e dos militares, Lula também pediu um minuto de silêncio durante cerimônia no Itamaraty e decretou luto oficial de três dias.
O presidente também lembrou dos deslizamentos de terra em Angra dos Reis (RJ), que matou 53 pessoas na virada do ano. "São catástrofes que o ser humano não consegue controlar", disse.
Ao comentar as consequências do terremoto, Lula disse ainda que não há como contar o número de mortos porque o Haiti não tem estrutura para socorrer as vítimas.
Segundo o presidente, o Brasil já enviou ao Haiti comida, dinheiro e bombeiros, mas a ajuda ainda é insuficiente.
"Até água para beber tem que mandar de avião. Mas avião não cabe água para 3 milhões de pessoas. É uma situação muito triste", afirmou.