Os cerca de 50 militares do 5º Batalhão de Infantaria Leve do Exército Brasileiro, sediado em Lorena (SP), que estão no Haiti e tinham o próximo sábado (16) como data prevista para voltar ao Brasil, deverão permanecer no país caribenho para auxiliar no resgate de vítimas. Os cerca de 1.200 brasileiros que fazem parte missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti também deverão ficar naquele país por tempo indeterminado.

Dos 11 militares mortos durante o terremoto que atingiu o Haiti ontem (13), sete eram de Lorena. Segundo o general Araújo Lima, da 12º Brigada de Infantaria Leve de Caçapava (que tem comando sobre o batalhão de Lorena), ainda não foi definida uma nova programação de permanência das tropas brasileiras no Haiti.

“As informações ainda são muito desencontradas por causa da pouca comunicação com a própria localidade. Existia um planejamento, um calendário, dividido em oito etapas, em oito levas, e essas levas já estavam com data, local e efetivo estabelecidos. Hoje nada garante que esse calendário vai ser mantido”, disse o general.