O embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, afirmou nesta terça-feira, em entrevista à rádio CBN, que o prédio da Embaixada em Porto Príncipe teve "muitos danos" com o terremoto de 7 graus na Escala Richter registrado no país às 19h53 de Brasília. Segundo Kipman, os brasileiros que vivem na região "estão bem".

O diplomata, que está no Brasil nesta terça, afirmou que cerca de 1,3 mil militares brasileiros vivem no Haiti, além de cerca de 50 civis. Kipman disse que ainda não há informações precisas sobre os danos pela dificuldade de contato com o país, que teve a telefonia afetada. Segundo ele, os militares brasileiros ficam em um local plano e sem prédios altos.

O terremoto teve seu epicentro localizado a cerca de 15 km ao sudoeste de Porto Príncipe. Em seguida, dois tremores, o primeiro de 5,9 graus e o segundo, de 5,5 graus, sacudiram o Haiti num intervalo de pouco mais de 20 minutos após o sismo inicial.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Oceano Pacífico chegou a emitir um alerta de tsunami para Haiti, Cuba, Bahamas e República Dominicana, que mais tarde foi retirado. O embaixador do Haiti nos EUA, Raymond Joseph, pediu hoje em entrevista à CNN ajuda internacional para atenuar os danos materiais e humanos provocados pelo terremoto, que em suas palavras podem ter tido proporções "catastróficas".

O Haiti é o país mais pobre do Ocidente. O Brasil comanda cerca de 7 mil soldados da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, enviada ao país em 2004, e tem cerca de 1,3 mil homens na região. O Ministério da Defesa brasileiro informou não saber se o terremoto teria afetado as forças brasileiras no Haiti.