Bons ventos trouxeram Everton da cearense Maranguape, terra de Chico Anysio, até chegar ao Fluminense. Bons ventos, literalmente. O jogador, que estava no Barueri, tem uma história de vida curiosa. O volante surgiu para o futebol quando trabalhava em uma firma de ventilação.

"Houve um campeonato entre as indústrias, eu participei e fui chamado para me profissionalizar", fala o jogador, que antes disso não participou das categorias de base e só disputava peladas nos fins de semana.

Ao contrário de muitos jogadores que surgem no Ceará e revelam trabalhos árduos na infância, Everton não pegou na enxada nem cavou poços. O jogador estudou até os 18 anos e, aos 13, arrumou um bico para ganhar uns trocados. "Trabalhava na loja de videogames do meu tio pela manhã e estudava à tarde", recorda o apoiador.

Everton ainda não conheceu nenhum ponto turístico do Rio, nem mesmo a sede das Laranjeiras, já que se apresentou direto em Vitória. Como de praxe, ao chegar num grande clube, ele diz que realiza um sonho de criança. "Todo jogador sonha chegar a uma grande equipe", destaca.