O tropeço na última rodada do Campeonato Inglês, diante do Everton no Emirates Stadium, freou um pouco os ânimos do Arsenal, que estavam em alta após a goleada imposta sobre o Portsmouth. Até mesmo um dos principais jogadores dos Gunners nesta temporada, Andrei Arshavin, admitiu que a taça do Campeonato Inglês está mais longe.
"Meu maior sonho é conquistar um título com o meu clube. Naturalmente, seria melhor se conquistássemos a Premier League ou a Liga dos Campeões. Mas para isso acontecer, precisamos de um milagre", disse Arshavin. Para o meia-atacante russo, as lesões que vêm abalando o time londrino são um fator crucial contra a corrida para o título.
"O milagre começaria se pudéssemos jogar com a nossa força máxima. Não acho que tivemos isso uma única vez desde que a temporada começou", lamentou o camisa 23, que vem assumindo um papel diferente na equipe e até mesmo jogando sem as melhores condições.
Embora com apenas 1,72m de altura, Arshavin - que prefere atuar na criação de jogadas - vinha sendo escalado como centroavante principal, a referência no ataque dos Gunners, devido à saída de Adebayor, às lesões de Bendtner e Van Persie e à dificuldade de Eduardo da Silva de voltar à velha forma.
Não bastasse ser improvisado na função referencial - posicionamento este que Arshavin cumpre com sucesso -, o meia-atacante russo também está passando por problemas no pé direito. "Eu ainda estou evitando chutar durante os treinamentos, porque meu pé, apesar da melhora, ainda dói. Mas na situação em que estamos, ainda que você tenha apenas um pé bom, tem de estar preparado para jogar", motivou-se o jogador.
Solução? - Não que seja o "milagre" prometido por Arshavin, mas o atacante marroquino Marouane Chamakh poderá ajudar a solucionar o problema do Arsenal. Atualmente no Bordeaux, o centroavante é alvo dos Gunners há longa data, e seu contrato se encerra em julho. Porém, o clube francês deve negociá-lo ainda em janeiro para lucrar alguma coisa com sua transferência.