O presidente da Câmara de Brasília, deputado distrital Leonardo Prudente (sem partido), fechou a Casa para o público.

Alegando problemas de segurança, uma vez que pelo menos mil manifestantes estão do lado de fora da Câmara, Prudente acaba de enviar comunicado à imprensa dizendo que somente deputados, funcionários da Casa e jornalistas terão acesso às dependências do Legislativo.

Neste momento os deputados estão reunidos nas salas das comissões. Devem eleger o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o relator para os pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (sem partido).

Mais tarde os deputados devem discutir a criação de uma Comissão Especial também destinada a analisar os pedidos de impeachment.

Do lado de fora da Câmara manifestantes pró e contra Arruda são separados por um cordão de isolamento policial.

Cada grupo conta com seu carro de som. Os manifestantes gritam palavras de ordem e trocam provocações.

Estudantes e trabalhadores ligados à CUT alegam que os manifestantes pró-Arruda estão no local para garantir seus empregos no governo.

Os cidadãos pró-Arruda, que vão de membros de associações de bairros a comissionados do governo, dizem que quem recebe dinheiro são os manifestantes da CUT, subsidiados pelo fundo sindical.