A previsão de abertura de oportunidades de emprego em 2010 é de 2 milhões de vagas, segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A projeção representa o dobro do número de postos em 2009, ano que em que o País sentiu o peso da crise econômica mundial. “Acreditamos que chegaremos a dois milhões de empregos porque no ano passado atingimos um milhão e em 2010 já teremos saído da crise”, afirmou. No Estado do Rio, a estimativa é de que 100 mil novas vagas sejam preenchidas.

As expectativas são otimistas e vão a reboque do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que deve impulsionar a economia. O setor da construção civil é um dos que tem maior índice de empregabilidade. A retomada da atividade industrial é outra das apostas de geração de emprego no ano.

Lupi fez as projeções ao divulgar o balanço do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em 2009, ao lado dos presidentes do Codefat, Ezequiel Nascimento, e o secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS, Paulo Furtado. O fundo injetou na economia brasileira R$ 69,54 bilhões, valor 3% maior que 2008, com R$ 67,18 bilhões.

Habitação Popular

Os saques de contas do Fundo de Garantia chegaram a R$ 47,38 bilhões, 11% a mais que o ano anterior. O maior investimento em 2009 foi na Habitação, que recebeu R$ 30,8 bilhões — avanço de 80,92% em relação ao ano anterior. Do total, R$ 16,5 bilhões foram para Habitação Popular; R$ 2,4 bilhões para o programa Pró-Moradia; e R$ 1 bilhão para o Pró-Cotista. Os investimentos em habitação geraram 1,1 milhão de novos empregos, com acréscimo de 47,96% em relação a 2008. Na área de Saneamento foram investidos R$ 7,6 bilhões. Os recursos destinados à Infraestrutura Urbana alcançaram R$ 4 bilhões.

FAT pagou R$ 20 bilhões em seguro

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) investiu R$ 36,8 bilhões em benefícios para empregados em 2009, no custeio de programas do seguro-desemprego, abono salarial, qualificação profissional e outras linhas de crédito — 20% a mais que em 2008, com R$ 30,9 bilhões. O seguro-desemprego recebeu R$ 19,5 bilhões, com ampliação de mais de 32% em relação ao ano anterior.

O abono salarial (PIS) desembolsou R$ 7,2 bilhões, marcando o recorde de pagamentos do benefício. A qualificação profissional de trabalhadores recebeu R$ 40,4 milhões do FAT, por intermédio do Plano Nacional de Qualificação (PNQ). A queda, nesse setor de investimentos , foi significativa em relação a 2008, quando foram destinados R$ 136,7 milhões.