Levantamento preliminar do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) detectou ao menos 250 áreas de risco na Ilha Grande, em Angra dos Reis, onde 31 pessoas morreram em consequência de deslizamentos na madrugada do último dia 1º de janeiro. Uma equipe de técnicos do órgão terminou na tarde da sexta-feira (8) o mapeamento das áreas de instabilidade e risco na ilha, segundo informou o coordenador geral de fiscalização do órgão, Carlos Fonteles.
Os pontos de maior risco estão nas praias Vermelha, Longa, de Araçatiba, do Aventureiro, do Provetá e na enseada de Bananal.
- A praia Vermelha, por exemplo, é uma das áreas que preocupam e necessitarão de um estudo mais aprofundado. Mapeamos uns 250 pontos com construções em áreas de risco, levantamos dados das pessoas e notificamos essas pessoas para apresentarem as licenças devidas.
De acordo com Fonteles, o relatório final estará pronto em uma semana, com um levantamento completo das ocupações que correm risco com novos desabamentos.
- São vários os problemas da ilha. A praia de Aventureiro tem acúmulo de lixo e algumas pedras que podem despencar e, na praia Vermelha, um desmoronamento desviou o curso natural de um rio, causando acúmulo de água em uma área onde isso não acontecia. Precisaremos fazer um estudo para saber se isso pode comprometer alguma casa ou construção.
Depois de pronto, o estudo do Inea, com uma série de recomendações dos técnicos, será entregue à presidência do órgão, que deverá se reunir com as equipes da defesa civil municipal e estadual e outros órgãos envolvidos na prevenção de acidentes e na conservação do Parque da Ilha Grande, para traçarem as ações que serão tomadas. O objetivo é remover construções das áreas de deslizamentos.
Em razão das chuvas na virada do ano, ao menos 52 pessoas morreram em Angra dos Reis - 31 na enseada de Bananal, na Ilha Grande, e 21 no morro da Carioca, no centro de Angra.