O papa Bento 16 se encontrou hoje com oficiais da Companhia Roma São Pedro, aos quais agradeceu pelo "diligente trabalho de vigilância atenta e discreta ao redor do Vaticano".

"Vocês são testemunhas, tutores e garantes silenciosos e diligentes, mas sumamente necessários e preciosos, da pacífica e intensa chegada de pessoas distintas por idade, origem e cultura" à Santa Sé, disse o pontífice.

Estas festividades natalinas, continuou o papa, "permitiram a muitos apreciar o trabalho de vocês, humilde, mas indispensável para que a peregrinação a Roma constitua para cada visitante uma ocasião única de experimentar o prazer da fé e os valores da fraternidade".

No dia 24 de dezembro, noite de Natal, Bento 16 sofreu uma queda momentos antes da Missa do Galo quando a suíço-italiana Susanna Maiolo, de 25 anos, avançou em sua direção.

Apesar do susto, o pontífice se reergueu rapidamente, socorrido por auxiliares, e rezou a missa sem qualquer outro contratempo. Posteriormente, informou-se que Maiolo, que vive na Suíça e foi ao Vaticano para assistir à missa, tem um histórico de distúrbios mentais e em 2008 havia tentado um ato similar, mas foi contida.

Desta vez, porém, ela conseguiu pular a divisória que separa o espaço destinado ao público na Basílica de São Pedro. O cardeal francês Roger Etchegaray, 87, também caiu em meio ao tumulto e fraturou o fêmur. Ele passou por cirurgia e deve receber alta nos próximos dias.

Após o incidente, a segurança do papa foi discretamente reforçada, também para preservar seu contato com os fiéis. Uma das medidas adotadas foi o recuo das divisórias que isolam o público na Basílica de São Pedro, o que deixou mais largo o corredor central por onde passam o pontífice e os cardeais que se dirigem ao altar para rezar missas.

Um dia depois do tumulto causado por Susanna Maiolo, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, afirmou que seria impossível "blindar" o papa justamente devido à importância de seu contato com o público.