As consultas dermatologistas em ambulatórios estaduais devem aumentar cerca de 20% em janeiro e fevereiro, na comparação com os demais meses do ano, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Isso porque nesta época aumenta e muito a incidência de doenças de pele decorrentes do calor.

Ao contrário do que pode parecer, o principal motivo que leva pessoas ao consultório dermatológico não são as queimaduras causadas pela exposição ao sol, mas sim problemas de pele.

As micoses estão em primeiro lugar na lista de doenças de pele características do verão e são responsáveis por 50% das consultas médicas. Isso porque o aumento da temperatura e da umidade cria um ambiente ideal para a infestação da pele por fungos, principalmente entre os dedos dos pés e na virilha.

À primeira vista, as micoses podem não representar muito perigo, além do desconforto causado pela coceira.

- O problema é o risco de uma infecção secundária, porque esse tipo de lesão pode servir de porta de entrada para bactérias que se alojam no tecido subcutâneo e podem levar a uma doença mais grave em outras partes do corpo, como pernas e costas, afirma o médico Ricardo Tardelli, diretor estadual de Saúde.

Em segundo lugar estão as manchas causadas pela exposição ao sol, com 30% dos atendimentos. Para evitá-las é necessário fugir do sol das 10h às 16h.

Fechando a lista de doenças dermatológicas que mais levam os paulistas ao médico estão as queimaduras solares. Responsáveis por 20% das consultas, as lesões mais perigosas nos dias de calor podem evoluir para um melanoma - tipo de câncer de pele.