A chegada de Roberto Carlos ao Corinthians foi digna de um popstar. Milhares de torcedores alvinegros formaram longas filas no Parque São Jorge para dar boas-vindas ao lateral. Gritos histéricos, canções exaltando o jogador, delírio a cada gesto dele. A estrutura armada para receber o reforço corintiano se assemelhava a um show musical.
“Eu sou mais um. Eu sou mais um no bando de louco”, disse Roberto Carlos, repetindo discurso de apresentação de Ronaldo.
Nas arquibancadas, a torcida se comportou como se estivesse em um jogo decisivo. O Parque São Jorge se transformou em uma miniatura do Pacaembu. Os corintianos fizeram barulho. Muito barulho.
Pelo menos nesse primeiro evento oficial pelo clube, o lateral-esquerdo recebeu da torcida um grande voto de confiança. A massa alvinegra se mostrou disposta a minimizar o passado palmeirense de Roberto Carlos, que teve passagem vitoriosa pelo rival antes de se transferir para o futebol europeu, em 1995.
Tanto furor em torno do atleta é explicado. Roberto Carlos se enquadra no perfil traçado pelo departamento técnico e de marketing. Mano Menezes arquitetou um grupo experiente para a disputa da Libertadores. Para vencer, é preciso maturidade, reforça o treinador. Aos 36 anos, Roberto Carlos firmou contrato por duas temporadas.
No marketing, Roberto Carlos é visto como uma versão “Ronaldo 2010” em termos de licenciamentos e faturamentos. Camisetas do lateral estão sendo comercializadas. A próxima etapa é a venda de bonecos de Roberto Carlos. Com Ronaldo e Roberto Carlos, o Corinthians pretende faturar milhões com patrocínios e amistosos no exterior no período de Copa do Mundo (caso não sejam convocados).


