O Corpo de Bombeiros retomou, por volta das 8h desta segunda-feira (4), as buscas pelas vítimas dos deslizamentos de terra no morro da Carioca, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. No horário, a retroescavadeira usada pelas equipes foi acionada. Até a noite deste domingo (3) foram encontrados 47 corpos – 18 no morro da Carioca, região central de Angra, e 29 na praia do Bananal, em Ilha Grande.


A cidade já contabiliza tem 125 desabrigados e 113 desalojados pelos deslizamentos. Por causa disso, a prefeitura começou a montagem, na noite deste domingo (3), de um abrigo preventivo no estádio municipal. O local tem capacidade para receber até 250 pessoas.

O pedido das 25 barracas da Marinha foi feito pelo comandante Lopes Júnior, delegado da Capitania dos Portos.

De acordo com o secretário municipal de Esportes, Daniel Santiago, o abrigo terá toda estrutura necessária para as famílias que tiverem que sair de suas casas.


- O estádio municipal possui vestiários e uma grande área para que o abrigo seja o mais confortável possível. É claro que nunca será como estar em casa. Mas assim como já estamos fazendo nas escolas onde estão famílias abrigadas, haverá recreação, alimentação, apoio social, entre outros.

No domingo, moradores do morro da Carioca resolveram retirar os móveis e eletrodomésticos com medo de saques. A Polícia Militar foi chamada e ocupou as entradas do lugar para impedir furtos. A expectativa é de que mais corpos estejam soterrados na região, segundo o Corpo de Bombeiros.

Além das 46 pessoas que morreram em Angra dos Reis, na capital fluminense três pessoas morreram em Vaz Lobo, três em Quintino, na zona norte, e cinco em Jacarepaguá, na zona oeste. Quatro pessoas também morreram na cidade de Magé, duas em São João de Meriti, duas em Belford Roxo e uma em Duque de Caxias, todos na Baixada Fluminense, e duas em Niterói, cidade a 15 km da capital.