O PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do país) do Brasil deve fechar 2010 com salto de 5,2%, segundo estimativas dos analistas de mercado que ajudam a elaborar o Boletim Focus do BC (Banco Central), divulgado nesta segunda-feira (4). Na previsão anterior, os economistas previam um salto de 5,08%. Este foi o segundo aumento consecutivo do indicador.
A indústria deve alavancar o crescimento em 2010. O Boletim Focus estima uma expansão de 8% para o setor este ano. Em 2009, a área deve encerrar as atividades com recuo de 7,58%, de acordo com o relatório.
Para o ano passado, os analistas ouvidos pelo BC preveem um encolhimento de 0,24% da economia brasileira (PIB). O resultado reflete os efeitos da crise econômica mundial verificada com maior intensidade no início do ano. Segundo os economistas, a recuperação do último semestre não teria sido suficiente para gerar um número positivo.
A meta da inflação estipulada pelo BC é de 4,5% para o triênio 2009, 2010 e 2011. O valor pode variar em dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, pode desce a 2,5% ou subir a 6,5%.
Mais uma vez, os analistas do BC estimaram o valor do dólar em R$ 1,75 em 2010 – taxa que se mantém há pelo menos quatro semanas.
O mesmo ocorre com a taxa Selic, conhecida como o valor básico dos juros praticados no país. O índice deve fechar 2010 a 10,75% - mesma estimativa da semana passada. Atualmente, a Selic está em 8,75% e deve crescer gradualmente a cada trimestre até chegar ao patamar previsto pelo governo.
Em 2010, a diferença entre o que o Brasil vende aos outros países e o que compra deles (balança comercial) deve ser de R$ 19,69 bilhões (US$ 11,30 bilhões) – contra R$ 20,30 bilhões (US$ 11,65 bilhões) do último relatório.
Em 2009, os economistas do BC também esperam um recuo no lucro com as vendas ao exterior. O valor deve passar dos R$ 42,82 bilhões (US$ 24,57 bilhões) da última prévia para os atuais R$ 42,1 bilhões (US$ 24,2 bilhões)