A diretoria do São Paulo mantém o discurso de que não procurou o volante Guiñazu. Entretanto, o argentino frequentemente é elogiado nos bastidores do clube tricolor, e o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes sugeriu que o Internacional libere o atleta, que estaria insatisfeito no Beira-Rio.
“Minha experiência mostra que a melhor coisa a se fazer é facilitar a saída quando o jogador está descontente. Eles vão se entender, ou para uma saída ou pela permanência”, declarou o cartola, em entrevista à Rádio Globo.
A equipe colorada já avisou que Guiñazu só vai embora caso a multa para a rescisão de seu contrato seja paga. O valor estipulado é de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 34 milhões).
Na última semana, aconteceu uma reunião em Porto Alegre, descrita dessa forma pelo vice-presidente de futebol do Inter, Fernando Carvalho, ao jornal Zero Hora: “O agente Fabiano Ventura afirmou que Guiñazu não queria ficar no Inter, que desejava ser negociado ao São Paulo. Eu e o Vitorio [presidente Vitorio Piffero] dissemos que ele só sairia se o clube pagasse a multa. Guiñazu ficou quieto. Foi uma reunião constrangedora.”
O meio-campista assinou no começo do mês um documento para que o empresário Ventura tratasse de uma proposta de trabalho com o São Paulo. O estrangeiro gostaria de mudar de ares.
“O Guiñazu é um jogador excepcional, não só pelo seu futebol, mas também pelo cidadão que é. Sem dúvida seria um reforço almejado em qualquer equipe, e gostaríamos de contar com ele se fosse possível. Mas em nenhum momento o São Paulo foi atrás do jogador, não houve assédio nem proposta. Só temos observado e tomamos conhecimento do interesse dele de sair do Internacional”, observou Jesus Lopes.
Apesar de dizer que em situações como essa é aconselhável não prender o atleta, o dirigente adota outra postura quando o assunto é Oscar. O jovem de 18 anos já deixou claro que não quer jogar pelo São Paulo. Porém, a equipe do Morumbi informa que vai fazer de tudo para segurá-lo.
“Pretendemos mantê-lo preservado diante de espertalhões que atuam não só no São Paulo, mas em outros clubes”, comentou Jesus Lopes, citando empresários que ajudam os atletas a se desvincularem dos times na Justiça, caso recente de Oscar, que obteve uma liminar para rescindir seu contrato. O time paulista conseguiu reverter a situação, e o meia terá a obrigação de se apresentar no CT da Barra Funda em janeiro.