O ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa afirmou em novo depoimento à Polícia Federal que pagou R$ 1,6 milhão em propina à promotora de Justiça Deborah Guerner. De acordo com Durval, o dinheiro foi entregue em espécie para a promotora em quatro ocasiões. O objetivo dos pagamentos era conseguir a autorização para prorrogar contratos com empresas de coleta de lixo e liberar a realização de obras supostamente irregulares.

De acordo com Durval, o pagamento da propina teria começado em 2005, no governo Joaquim Roriz, por intermédio da assessora especial, Cláudia Marques. Cláudia foi mantida no cargo pelo governador José Roberto Arruda , acusado de comandar um esquema de cobrança de propina e pagamento de mesada a aliados. Ela confirmou todas as denúncias feitas por Durval.

Ainda segundo a reportagem, o ex-secretário afirmou no depoimento que Deborah dizia que iria dividir o dinheiro com o procurador-geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra. Em nota divulgada no dia 2 de dezembro, o procurador afirmou que nunca autorizou a promotora a falar em seu nome. Procurada pela revista, Deborah disse que nunca recebeu dinheiro de Durval.