O médico Roger Abdelmassih quer recuperar seu registro no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para poder voltar a clinicar. A informação é de um de seus advogados, José Luiz de Oliveira Lima. Após a denúncia de que o médico teria cometido mais de 50 estupros e a prisão do especialista em reprodução humana, o Cremesp cassou seu registro, impossibilitando-o de exercer a profissão.

Em sua defesa, Abdelmassih nega qualquer tipo de acusação. A clínica que ele mantém no bairro dos Jardins, em São Paulo, ficou sob a responsabilidade de seu filho. Com a repercussão negativa do caso, o movimento no local caiu muito.

Abdelmassih deixou a delegacia no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, onde estava preso, às 11h55m da última quinta-feira. Ele vestia roupa preta, não deu entrevistas e foi direto para sua casa. Abdelmassih ficou pouco mais de quatro meses detido.

Segundo advogado de Abdelmassih, o médico se emocionou e chorou ao receber a notícia de sua liberdade.

- Ele me abraçou e chorou e foi para casa encontrar os filhos - disse o advogado.

O depoimento de Abdelmassih está marcado para fevereiro, mas o julgamento ainda não tem data para acontecer.

De acordo com a defesa, não haveria indício concreto de que a liberdade do médico prejudique a apuração dos crimes. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia negado por duas vezes a liberdade ao médico.