Dos seis nomes de vice-presidentes indicados por Patrícia Amorim no ato de sua posse, apenas Marcos Braz, mantido no futebol, tem um histórico de passagens recentes pela diretoria e presença constante na vida política do Flamengo. No entanto, as caras novas não significam uma revolução interna. Ao menos, este é o recado da nova presidente rubro-negra. Patrícia evitou mudar de imediato a estrutura administrativa do clube, vê o projeto de ter executivos à frente de cada departamento como uma solução de médio prazo e, nos seus primeiros dias, diz ter outra prioridade: buscar dinheiro.
- O Flamengo tem uma dívida grande, sim. Mas a receita também vem crescendo muito. A prioridade é buscar dinheiro novo, mas sem produzir dívida nova. Precisamos respeitar o orçamento, não fazer dele peça de ficção. Mas, enquanto estamos concentrados nos problemas financeiros, o clube precisa manter a competitividade, buscar resultado.
Patrícia pretende ter diretores executivos em setores chave do clube. O marketing deverá ser um dos primeiros departamentos a ganhar um novo profissional, substituindo Ricardo Hinrichsen. No futebol, o mesmo deverá acontecer, mas apenas no decorrer da temporada.
- Sempre uma gestão nova cria um clima de insegurança nas pessoas, isso é até normal. Quis evitar isso. No futebol, mantivemos o vice-presidente e a comissão técnica - lembrou.
Sempre que fala em captar recursos, Patrícia Amorim lembra que o objetivo é investir no aprimoramento das equipes e nas condições de treinamento.
- O Flamengo é um clube de competição. Busca resultados. Não busca primordialmente o lucro. Mas precisamos cumprir nossos compromissos.