O espírito natalino parece ter tomado conta de dois dos maiores ídolos do futebol brasileiro. Após 11 anos de
afastamento, Zico e Romário decidiram deixar para trás a diferença e deram um primeiro passo para selar a paz entre eles. Nesta quarta-feira, o Galinho confirmou que ligou para o Baixinho para convidá-lo a participar do Jogo das Estrelas e garantiu que os dois atuarão juntos.

"Vamos jogar juntos. A ideia para esse jogo é colocar pessoas que marcaram no futebol do Maracanã. Não é porque tive problemas que não vou convidar o Romário, ele é um ícone. Liguei para ele, e ele confirmou que vai jogar. Agora o Adriano vai ter que nos carregar nas costas (risos), disse Zico, referindo-se ao Imperador, que também participará da partida.

Zico falou ainda como seria uma dupla com Romário quando os dois estavam no auge da carreira. O ex-camisa 10 rubro-negro disse que teria pena dos adversários e brincou com o ex-desafeto.

"Ia ser problemático para quem enfrentasse a gente. Acho que pelas nossas características teríamos muita facilidade. Elas se completam. Um jogador com posicionamento e finalização excelentes, ao lado de outro com muita visão de jogo e qualidade nos passes. Acho que seria muito fácil e ele chegaria aos 1000 gols de uma forma muito mais fácil", disse.

Através da assessoria de imprensa do América, Romário também foi cordial e fez questão de mostrar que as brigas são coisa do passado.

"Recebi um convite direto do próprio Zico e fiquei muito feliz. É bom voltar a ter contato com ele, um ídolo do futebol
mundial e que tem todo o meu respeito. Estou muito satisfeito de poder participar e ajudar causas tão especiais", falou o ex-camisa 11.

Esta será a terceira vez que os dois atuarão juntos. As outras também foram em partidas festivas. Na primeira, dia 27 de março em 1989, Romário participou da despedida oficial de Zico da Seleção Brasileira, num amistoso contra um combinado do resto do mundo. O Brasil perdeu por 2 a 1 (gols de Dunga, do uruguaio Francescoli e do húngaro Detari) e Romário, ainda jovem, atuou no segundo tempo ao lado do veterano camisa 10. A segunda vez foi na despedida do zagueiro italiano Baresi, no dia 28 de outubro de 1997, em Milão, na Itália.