O superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, comentou, em entrevista à rádio Jovem Pan, a atitude do garoto Oscar, que entrou na justiça contra o São Paulo e deixou o clube do Morumbi. Segundo o cartola tricolor, a revelação do clube poderia ter seguido outro caminho, mas preferiu dar ouvidos aos seus empresários e agora está "sequestrado emocionalmente".
"Eu lamento. Acho que ele ainda está sob custódia dos agentes e só vai refletir daqui dez anos. Compreendo, porque está sequestrado emocionalmente. Mas ainda acredito naquele menino que conheci e que me deixou boas impressões. Ele está alheio ao que está acontecendo. Ele será muito mais contrariado daqui a alguns anos quando ver a responsabilidade desse gesto", afirmou Marco Aurélio, antes de citar Kaká e Rogério Ceni como exemplos. "A carreira é construída com títulos e não com dinheiro. Quem manda no mercado é a historia que a gente deixa. Temos aí Ademir da Guia, Marcos, Rogério Ceni e muitos outros. O Kaká abriu mão da sua história no Milan, mas não da sua honra", completou.