Régis Chedid, empresário de Guiñazu, conversou com o repórter JP Luís Carlos Quartarollo sobre o imbróglio que se criou em torno da possível transferência do argentino para o São Paulo.
Fabiano Ventura, empresário radicado em Porto Alegre, tinha em mãos uma procuração assinada pelo atleta exclusivamente para negociar uma eventual transferência para o atleta. Chedid confirma a informação e nega que seu poder como empresário tenha sido deixado de lado: "o que surgiu na mídia foi uma autorização exclusiva para o São Paulo. Se eu tivesse que fazer alguma coisa com o São Paulo, não precisaria desta autorização".
Internacional - O empresário negou que o contrato do atleta esteja no final, classificando esta informação como "mentirosa": "não existe pré-contrato, onde existe uma opção de dois anos, renovável por mais dois só por conta da questão de visto de trabalho", afirmou, antes de confirmar o valor da multa do atleta: "vinte milhões de dólares. Acredito que o São Paulo não tenha condições de bancar isto".
Ele também negou que o acerto com o atleta seja um contrato de gaveta: "tenho mais cinco, sete jogadores estrangeiros no Brasil e todos são da mesma forma. É lei. Não é contrato de gaveta. Temos que esclarecer isso e ponto final".
Assinatura verídica - Sobre a procuração que veio à imprensa, ele reconheceu que a assinatura de Guiñazu é verídica e que foi comunicado "após a assinatura".
"Normalmente, quem assina esta autorização sou eu (...) não sei como isso caiu na imprensa. Isso foi muito mal conduzido", afirmou, antes de completar: "se ele quiser assinar com o São Paulo sem minha presença, ele pode. O máximo que eu posso fazer, se ele assinar sem minha presença, é recorrer pelos 10% que eu tenho direito". Ouça.