Ao comentar nesta quinta-feira a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso do ativista italiano Cesare Battisti , o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o STF não é "loja de conveniência" para ficar mudando de decisão "na calada da noite".

Para Tarso, é um "profundo equívoco" achar que, na sessão de quarta-feira, a Suprema Corte adotou posição diferente da estabelecida no julgamento do dia 18 de novembro em relação ao caso Battisti.

- Nem poderia, pelo fato de o julgamento já estar encerrado.

Para Tarso, o que houve na quarta-feira não alterou a decisão anterior e nada mais fez o ministro Eros Grau do que "salientar o óbvio" ao observar que o presidente tem de agir nos termos do tratado de extradição entre Brasil e Itália.

Na avaliação do ministro, o advogado da Itália no processo, depois da sessão do STF, divulgou informação "fantasiosa e falaciosa" com o objetivo de "pressionar e constranger" o presidente Lula.

De São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre, Tarso declarou, por telefone, não saber quando o presidente Lula se manifestará sobre a extradição de Battisti.

- É um assunto da alçada dele e eu respeito a autonomia do presidente - disse.

Em Brasília, o governo manteve o discurso de que a palavra final sobre o destino de Battisti será do presidente Lula e que o STF fez apenas um ajuste técnico no texto.