Os moradores do Estado de São Paulo devem terminar o ano monitorados por 1 milhão de câmeras, levando em conta os equipamentos instalados em locais como casas, condomínios, comércios e nas ruas. Isso significa que o volume de câmeras instaladas na região dobrou neste ano, já que no fim de 2008 esse número era de 500 mil, segundo dados da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança).
A associação diz que esse aumento é resultado do aumento da percepção de criminalidade e também pelo fato de a população ter percebido que esses aparelhos podem ser úteis para identificar suspeitos ou para ter certeza do que acontece em casa, como nos casos recorrentes mostrados pela mídia de agressões a idosos e crianças.
Para Marcos Menezes, diretor de comunicação da Abese, a presença das câmeras não irrita mais a população.
– As pessoas já se acostumaram com as câmeras, não têm mais a sensação de se sentirem vigiadas, reprimidas. A percepção é de algo a que se pode recorrer mesmo quando se está sozinho, de poder provar o que aconteceu.
Nesse ano, o maior crescimento na venda desses sistemas ocorreu entre os consumidores residenciais e também no comércio – esses setores foram responsáveis por cerca de 40% das câmeras vendidas. Depois vieram as aplicações para pequenas indústrias e o setor público, com o monitoramento em locais como ruas, rodovias, portos, aeroportos e meios de transporte.
A expectativa do setor é que o faturamento com as vendas desses equipamentos feche o ano com crescimento de 13%, chegando a R$ 3,9 milhões, levando em conta todo o Brasil.