A importância do uso consciente da água e a preservação do meio-ambiente. Estas são práticas que, após anos de escassez de água nas torneiras, muitos cidadãos palmeirenses vão colocar em prática após a conclusão da obra de ampliação do sistema de abastecimento do município. Para isso, há cerca de dois meses, técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), por meio da Superintendência de Desenvolvimento Urbano, promovem ações de educação sanitária e ambiental no município.
As atividades fazem parte do projeto técnico social da obra, que está orçada em R$ 5 milhões (recursos do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal e contrapartida estadual). As ações consistem na ampliação e substituição de 25 km da envelhecida rede de amianto por uma nova tubulação de PVC. Executada em conjunto pela Seinfra e Casal, a obra se encontra nas principais ruas do centro da cidade e vai beneficiar 10 mil pessoas com melhorias no abastecimento d’água.
O trabalho social, coordenado pela superintendente de Desenvolvimento Social, Angela Paim, e pela técnica Maria Ibelza Silva, consiste em atividades de sensibilização e mobilização da comunidade em relação ao projeto. Neste período de dois meses, duas assembleias foram realizadas com os moradores das ruas afetadas nas escolas Humberto Mendes e Marinete Neves, ocasião em que foi apresentado o projeto da obra e os seus benefícios.
“Nestes primeiros contatos com a comunidade, trabalhando a educação sanitária e ambiental, com enfoque especial ao uso consciente da água, uma prática que será essencial quando a obra for concluída e os moradores começarem a usufruir os seus benefícios. Além disso, temos abordados questões atuais relativas ao meio-ambiente”, conta Angela Paim.
Segundo Angela, diversos parceiros tem auxiliado a Seinfra na divulgação do projeto social da obra. Dentre os quais, a Secretaria de Estado de Recursos Hídricos e Meio-Ambiente (Semarh); as secretarias municipais de Comunicação e Meio-Ambiente; a construtora Cite responsável pela obra); rádios locais e as escolas Marinete Neves e Humberto Mendes, onde foram realizadas as assembleias.
Também foi formada uma comissão de acompanhamento de obras (CAO) composta pelos moradores e que vai visitar os canteiros de obras a cada dois meses. O projeto social da obra terá continuidade nos próximos meses e, dentre as ações previstas estão a realização de uma pesquisa para traçar o perfil socioeconômico da comunidade afetada pela obra e a realização de oficinas de artes com a comunidade.