O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), terá um apoio de peso na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que vai investigar seu suposto envolvimento em um esquema de corrupção. A comissão, formada por cinco deputados distritais, é dominada por três ex-secretários de Arruda. Eles voltaram à Câmara do DF para ajudar Arruda a conter a crise após a divulgação dos vídeos em que ele e aliados aparecem recebendo maços de dinheiro.
A oposição na CPI vai ficar apenas a cargo do petista Paulo Tadeu, uma vez que os antigos membros do governo ficaram com as outras cadeiras. São eles: Alírio Neto (PPS) e Raimundo Ribeiro (PSDB) foram secretários de Justiça e Cidadania e Eliana Pedrosa (DEM) comandou a secretaria de Desenvolvimento Social.
O outro membro da comissão é o deputado Batista das Cooperativas (PR), também da base de sustentação do governo.
Os parlamentares da Câmara Legislativa do DF decidiram entrar em recesso na madrugada desta quarta-feira (16) em meio ao escândalo do mensalão do DEM. Com isso, o início da análise dos três pedidos de impeachment contra Arruda ficou para 2010, assim como os trabalhos da CPI da Corrupção.
O presidente da Câmara Legislativa em exercício, Cabo Patrício (PT), afirmou ao R7 que desconfia das intenções desses ex-secretários na comissão e que a oposição já conseguiu muito conseguindo marcar para o dia 11 de janeiro a escolha do presidente e relator da CPI.
- Já foi uma vitória conseguir antecipar o início dos trabalhos para o dia 11 de janeiro. Eles queriam começar os trabalhos só em fevereiro.
O R7 ligou para os ex-secretários. O assessor de Alírio Neto não atendeu o celular, o gabinete de Raimundo Ribeiro não atendeu as chamadas, Batista das Cooperativas não vai se pronunciar até a instalação da comissão. Já a assessoria de Eliana Pedrosa afirmou que ela vai retornar contato após uma reunião.
Arruda é suspeito de envolvimento em um esquema de propina deflagrado pela Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal em que vídeos mostram vários políticos guardando maços de dinheiro em meias e, até, na cueca. Ele nega participação no esquema. Na semana passada, Arruda não aguentou a pressão e anunciou a sua desfiliação do DEM.