A CPI da Petrobras concluiu seus trabalhos nesta terça-feira (15) após cinco meses de apuração sem que o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, peça o indiciamento de nenhuma pessoa. Nenhum senador de oposição esteve presente à reunião final. A votação do relatório, porém, ficou para esta quarta-feira, às 14h, devido a um pedido de vista do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL).
A CPI analisou denúncias sobre manobras contábeis da estatal para reduzir o pagamento de tributos, possíveis irregularidades na Agência Nacional de Petróleo (ANP), possíveis irregularidades em contratos de patrocínio da Petrobras e possíveis falhas na reforma e na contratação de plataformas para exploração de petróleo.
Segundo Jucá, o relatório mostrou que há alguns “problemas na Petrobras”, mas que isso é “normal” numa empresa do porte da estatal. O parecer final aponta apenas algumas recomendações para a área de patrocínio da estatal. Outras sugestões foram feitas para as demais áreas investigadas pela comissão, mas nenhum indiciamento foi encaminhado ao Ministério Público.
Sobre a ausência da oposição, Jucá foi irônico. “A oposição queria fazer um embate político eleitoral e depois viram que era uma fria. E não teve nada que pudesse dar algum palco para a oposição”, disse.