Em litígio com o Galatasaray, da Turquia, o meia Lincoln despertou o interesse de clubes brasileiros. Apesar de ver dificuldade em sair da Europa neste momento, o jogador disse ter sido procurado por equipes do Brasil, entre as quais os rivais mineiros, Cruzeiro e Atlético.

“Tive contato dos dois clubes, tanto do Atlético quanto do Cruzeiro. Fiquei muito feliz, porque o Atlético é onde eu nasci, todo mundo sabe da minha história, e o Cruzeiro é um clube com representatividade no Brasil e no mundo também”, afirmou.

O principal empecilho para o retorno de Lincoln ao futebol brasileiro está ligado à multa rescisória que o Galatasaray exige para deixá-lo sair da Turquia.

“Hoje, a minha situação é um pouco complicada por o Galatasaray querer me liberar apenas pelo valor da multa rescisória que gira em torno de cinco milhões de euros, mas ao mesmo tempo fiquei muito feliz por alguns clubes brasileiros terem me procurado e terem a vontade de contar com meu futebol”, observou.

Revelado pelo Atlético-MG, Lincoln afirma que ainda não pensou em como seria defender o arquirrival Cruzeiro. “Preciso ter a oportunidade para saber. Isso é uma coisa que não aconteceu, foi apenas um contato tanto com um ou outro clube, mas não tive nada de concreto. Nem tenho isso comigo, e muito menos poderia te dizer alguma coisa. Mas todo mundo sabe que sou profissional, da história que tenho na Europa e todos os clubes que defendi foi de uma forma muito boa, tanto que sou reconhecido até hoje”, salientou.

Lincoln deixou o Atlético em 2001 para defender o Kaiserslautern, da Alemanha. Ainda no futebol alemão, ele passou pelo Schalke 04 até partir para o Galatasaray em 2007. Aos 30 anos, ele espera permanecer no futebol europeu. “A minha vontade é de permanecer na Europa. Eu fiz um plano na minha vida de ficar dez, 11 anos na Europa, e estou com oito anos e meio, completando nove anos”, observou.

Entretanto, ele não descarta uma mudança de planos. “Hoje está um pouco diferente, porque todo mundo sabe, principalmente os clubes que me procuraram no Brasil, clubes de Minas, de São Paulo, do Rio, sabem do meu interesse de deixar o Galatasaray. Por isso acredito que me procuraram. Mas minha vontade é de permanecer no futebol europeu. A janela está aí, está aberta, os clubes podem se entender e tudo pode acontecer”, ressaltou.

Para retornar ao Brasil, Lincoln garante que salário não será um problema. “Nunca passou pela minha cabeça a questão do salário. Todo jogador que um dia passar pela cabeça dele em voltar ao Brasil é quase que automático saber que não vai poder exigir muito em salário”, ponderou.

O próprio meia tem dificuldades para entender o que o levou a estar em litígio com o Galatasaray. “Existe um processo que está na FIFA. A minha vontade é de sair e a intenção deles é de não deixar que eu saia”, comentou. “Pessoalmente, eu não conversei mais com o Galatasaray. Pessoalmente quem está conversando quase que diariamente é meu empresário (o alemão Roger Vitmam), então não sei o que eles estão pensando”, acrescentou.

Caso retorne ao Brasil, Lincoln admite a possibilidade de priorizar um clube mineiro. “Hoje, a situação é praticamente inviável de voltar ao Brasil. A partir do momento que for viável, que acontecer, eu teria vontade, sim, de dar preferência a um clube mineiro, já que estou praticamente há nove anos fora”, destacou.