“Caso a Assembleia Legislativa não pague o 13º salário dos servidores, fica mais uma vez patente o descalabro nas contas da Casa de Tavares Bastos”. A afirmação é do deputado estadual Rui Palmeira (PSDB) e foi feita nesta segunda-feira (14) pela manhã, após rumores de que a Casa não teria como pagar o 13º de seus servidores. “Caso isto se comprove, precisamos cobrar da Mesa uma explicação plausível e que nos convença, o que parece ser difícil diante dos últimos fatos”, disse o deputado.

Palmeira voltou a cobrar explicações sobre os R$ 2 milhões que a Caixa Econômica Federal pagou ao Legislativo, a fim de fechar o contrato para o gerenciamento das contas da Assembléia. “A informação é de que parte deste dinheiro, ou melhor, cerca de R$ 1,5 milhão, seria utilizado para pagar pendências e atrasados dos servidores. Mas, pelo que me consta, as dívidas com funcionários ainda existem. Agora, se houver calote no 13º salário, temos que insistir mais ainda nesta cobrança por transparência”, disse o parlamentar.

Na semana passada, Rui Palmeira criticou a proposta de aumentar em no mínimo R$ 3 milhões do duodécimo repassado ao Legislativo, que hoje já alcança quase R$ 113 milhões por ano. Após a vitória do TJ no STF, com o Tribunal de Justiça conseguindo aumentar seu duodécimo em R$ 68 milhões, deputados se articulam para tentar reajustar o montante que o Executivo destina a ALE. “Se a Assembléia não gerencia bem o que já tem, como mostra agora este suposto não pagamento do 13º salário, para que aumentar o duodécimo?”, questionou o deputado.

Para Rui Palmeira, além da cobrança dos deputados, em especial dos da oposição à Mesa, os servidores não podem se calar caso o pagamento não seja feito. “Espero e quero acreditar que a Mesa Diretora da ALE vai sim honrar o compromisso do 13º. Mas, se isso lamentavelmente não ocorrer, penso que a saída será os trabalhadores acionarem, de novo, o Judiciário para garantir este pagamento”, concluiu o parlamentar.