O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ter na próxima segunda-feira (14) uma nova reunião com os responsáveis pela elaboração do Plano Nacional de Banda Larga. No mês passado, A informação é do Ministério das Comunicações. Lula recebeu propostas para o projeto, mas pediu mais detalhes sobre alguns pontos.
Na primeira reunião ficou decidido que a infraestrutura física do plano, como a instalação de novas redes, ficará sob responsabilidade da Eletronet, empresa que que tem a Eletrobrás como acionista – o problema é que a Eletronet está em processo de falência, o que deve atrapalhar o plano. A gestão será feita pela Telebrás.
O objetivo do plano é expandir a internet rápida para as classes mais carentes da população e para os pontos mais distantes do país.
Uma das propostas recebidas pelo presidente foi a do Ministério das Comunicações, que traçou a meta de fazer com que o país chegue a 90 milhões de pontos de acesso à internet banda larga até 2014 – seriam 30 milhões de acessos físicos e 60 milhões de acessos móveis. O ministério diz que em dezembro de 2008 havia 9,6 milhões de pontos de acesso à internet rápida no país.
O cálculo é que o projeto vá custar R$ 75,5 bilhões – R$ 26,49 bilhões do governo e R$ 49,01 bilhões da iniciativa privada, que terá acesso a linhas de financiamento de bancos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Mas, segundo o ministério, o governo ainda não decidiu quanto quer gastar com o plano.