O deputado estadual Antonio Albuquerque usou a tribuna durante a sessão desta quarta-feira (09) na Assembleia Legislativa de Alagoas para esclarecer o fato ocorrido na última sexta-feira, envolvendo seu filho, o estudante de Direito Nivaldo Ferreira de Albuquerque Neto, 21 anos, preso por porte ilegal de arma, em uma blitz realizada pela Rádio Patrulha no momento em que voltava da faculdade, no bairro do Farol.

Segundo Albuquerque, a blitz foi mais uma prova da perseguição política que ele vem sofrendo no Estado por parte do Governo . “O que fizeram com os meus filhos e o seu amigo lembrou as medidas tomadas durante a ditadura militar. Aqueles militares agiram com truculência e violência quando apontaram as armas para a cabeça dos meus filhos”, disse ele.

“Meus filhos têm um comportamento que ninguém aqui, nem fora deste Estado tem. Eles são extremamente respeitáveis e pacatos. Meu filho é um cidadão, como o governador desse Estado não é”, garantiu o ex-presidente da ALE.

O parlamentar fez duras críticas ao governo do Estado e aos seus opositores políticos. “Se me odeiam a esse ponto, me persigam, mas não me testem e deixem meus filhos e minha família em paz. Não sou nenhum anjo, nem santo e não conheço aqui em Alagoas ninguém que seja santo ou anjo”, afirmou.

Albuquerque colocou que se sente perseguido por ter votado contra o projeto dos oficiais, discutido na ALE. Sobre a atitude dos PMs, denominada por ele de truculenta, absurda e violenta, o parlamentar disse que já ingressou com uma ação criminal contra os militares para destitui-los dos cargos. “Entrei com todas as ações cabíveis e vou tirar a farda deles”, complementou.

A polêmica envolvendo o deputado e o jornalista Davi Soares também foi discutida na tribuna. Albuquerque reafirmou que chamou o profissional de mentiroso. “Eu não agredi ele, apenas chamei de mentiroso e volto a afirmar isso aqui outra vez. Naquele dia quem estava saindo da delegacia, não era o deputado Antonio Albuquerque e sim um pai de família que foi socorrer um filho”, acrescentou.
 

A prisão

Nivaldo Ferreira de Albuquerque Neto, 21 anos, foi preso na tarde da última sexta-feira (04) quando voltava da faculdade durante uma blitz realizada por policiais da Radiopatrulha. O estudante foi flagrado com ma pistola PT 380, com 18 munições, pertencente ao parlamentar dentro do veículo. Ele foi encaminhado à delegacia do 4° Distrito, onde foi ouvido pelo delegado Robervaldo Davino e liberado após pagar uma fiança de dois salários mínimos.

Ainda no uso da palavra, Alburquerque disse que a arma estava dentro do veículo, pois na noite anterior tinha chegado muito tarde do interior e deixado-a embaixo do banco e na manhã da sexta-feira viajou logo cedo para sua fazenda, localizada no município de Limoeiro de Anadia, na caminhonete pertencente ao filho, sem avisá-lo, o que obrigou o filho a pegar o veículo  pertencente ao deputado para fazer prova da faculdade.

A liberação do filho do parlamentar gerou uma investigação sobre conduta do delegado Robervaldo Davino, solicitada pelo Ministério Publico Estadual à Direção Geral da Polícia Civil. Segundo o Procurador-Geral Eduardo Tavares, o crime de porte de arma é afiançável, mas apenas quem pode arbitrar a fiança é uma autoridade judiciária.