O presidente do DEM, deputado federal, Rodrigo Maia (RJ), afirmou nesta terça-feira (8) que o partido dará respostas sobre todos os envolvidos no escândalo de desvio de recursos do Distrito Federal.
O chamado mensalão do DEM começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, o governador José Roberto Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.
O partido já abriu processo disciplinar contra Arruda, mas ainda não tomou qualquer medida em relação a outros filiados apontados no inquérito, como o vice-governador, Paulo Octávio, e o presidente licenciado da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente, que aparece em um vídeo colocando dinheiro nas meias.
Maia diz que a Executiva precisa ser provocada por algum filiado para tomar alguma decisão nos casos de Octávio e Prudente. O presidente do DEM acredita que isso acontecerá logo após a decisão do caso de Arruda. “Será feito tudo no seu tempo. Nada ficará sem resposta. O partido tem que ser firme”.
No caso de Arruda, a decisão final do partido deve ficar para sexta-feira (11) e não na quinta (10), como foi anunciado na semana passada. Como a notificação só foi feita na quarta-feira passada (2), o prazo para a defesa do governador acabará apenas às 18 horas de quinta-feira. Após isso, o relator do caso, José Thomaz Nonô, terá um tempo para preparar seu parecer. Maia afirma que a decisão poderá sair na madrugada de sexta, mas alguns integrantes da executiva já defendem deixar a discussão para a manhã de sexta.
“É uma questão de tempo, de prazo. Ele (Arruda) tem até as 18 horas para apresentar sua defesa, o Nonô precisa preparar o relatório e ainda tem a discussão dentro da Executiva. Então, que fique claro que não passará deste prazo”, disse Maia.
O presidente do DEM voltou a defender a fórmula encontrada pelo partido para analisar o caso Arruda, dando um prazo para a defesa. Ele afirmou que o rito sumário poderia gerar questionamentos judiciais. A mesma fórmula deve ser repetida caso sejam abertos processos contra Octávio e Prudente.
Impeachment
A Câmara Legislativa do Distrito Federal criou nesta terça uma comissão especial para analisar os pedidos de impeachment protocoladas na Casa contra o governador Arruda.
Caberá à comissão especial analisar os pedidos de impeachment após os processos passarem pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A oposição atribui a criação da comissão especial como uma forma de os governistas inviabilizarem o andamento dos trabalhos na Câmara que poderão levar ao impeachment do governador Arruda.